Varsha
  • Cadastrar matéria
Logo Acontece no Brasil
  • Página Inicial
  • Matérias
  • Por estado
    • Acre
    • Alagoas
    • Amapá
    • Amazonas
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Espírito Santo
    • Goiás
    • Maranhão
    • Mato Grosso
    • Mato Grosso do Sul
    • Minas Gerais
    • Pará
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Piauí
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Norte
    • Rio Grande do Sul
    • Rondônia
    • Roraima
    • Santa Catarina
    • São Paulo
    • Sergipe
    • Tocantins
  • Loterias
Cadastrar matéria
Varsha
Sobre Nós

Política de Privacidade

MídiaKit

Fale Conosco

  • Por AIs Comunicação e Estratégia
  • 18/12/2025

Vestígios de mar pré-Atlântico descobertos em rocha ornamental popular

Estudo inédito prova que o mármore bege, usado em banheiros e cozinhas de todo o país, registra a entrada de águas salinas no território brasileiro há milhões de anos

Vestígios de mar pré-Atlântico descobertos em rocha ornamental popular
Divulgação UNIFESP

Pesquisadores da Unifesp, UnB e USP publicaram um estudo na revista internacional Journal of South American Earth Sciences que reescreve um capítulo da geologia do Nordeste. O trabalho revela que a popular rocha ornamental Bege Bahia, extraída na Bacia de Irecê (Bahia), contém os primeiros registros de "evaporitos desaparecidos" (sais dissolvidos) na Formação Caatinga. O achado confirma que a região foi invadida por grandes corpos de água salgada ou hipersalina no período Cretáceo Inferior, época crucial em que o supercontinente Pangeia estava se fragmentando para dar origem ao Oceano Atlântico.

A pesquisa analisou as texturas do carbonato, que é amplamente utilizado na construção civil, e identificou estruturas que parecem pequenas cavidades ou cristais dissolvidos. Os cientistas confirmaram que essas marcas são, na verdade, pseudomorfos, as "fantasmas" de minerais de sal (evaporitos) que foram depositados em condições extremamente áridas e, com o tempo geológico, foram completamente dissolvidos, deixando suas formas originais registradas na rocha.

A presença destes pseudomorfos de sal é a prova concreta da incursão de águas marinhas ou lagos salinos gigantes no interior do continente. Este tipo de registro geológico é fundamental para entender como se deu o processo de abertura do Oceano Atlântico Sul, quando a América do Sul se separava da África, criando sistemas de bacias com entrada limitada de água do mar, resultando em intensa deposição de sal. A rocha Bege Bahia é, portanto, um livro de história natural que documenta condições paleoambientais de extrema aridez e alta salinidade.

O achado ganhou um caráter ainda mais curioso por envolver um material tão familiar. "Descobrimos mais um local onde o mar entrou no território brasileiro antes da formação do oceano Atlântico. E com a curiosidade de que isto está registrado em uma das rochas ornamentais mais usadas no país, o Bege Bahia," explica Emiliano Castro de Oliveira, professor do Instituto do Mar (IMar/Unifesp) - Campus Baixada Santista e pesquisador principal do estudo. "Ou seja, provavelmente todos os geólogos e geólogas do país já viram a rocha, mesmo que em um banheiro, e até hoje, ninguém havia feito uma investigação mais profunda e se dado conta deste histórico ambiental registrado."

A descoberta reforça a necessidade de reavaliar materiais geológicos que estão à vista de todos, mas cuja história profunda permanece oculta. Além de sua relevância para o planejamento e a exploração de jazidas, a identificação dos evaporitos oferece uma nova perspectiva para a ciência, auxiliando na calibração de modelos sobre a sedimentação continental e a dinâmica de separação das placas tectônicas no período Cretáceo Inferior.

  • X
  • f
  • @
Etiquetas:
  • São Paulo
  • Atualidades
  • Educação e Cursos
Cadastrar matéria
Quer divulgar o sua matéria e ter a possibilidade de expor essa matéria para 5000 pessoas diariamente? Cadastre gratuitamente sua matéria.
Acontece no Brasil | | Todos os Direitos Reservados
Política de Privacidade | Fale Conosco | Feed RSS