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  • Por AIS Comunicação e Estratégia
  • 09/06/2026

Automedicação no inverno pode atrasar diagnóstico

Sintomas parecidos, riscos diferentes: automedicação no inverno pode atrasar diagnóstico e agravar quadros respiratórios Com aumento de vírus em circulação, sinais como febre, tosse e dor no corpo podem indicar desde infecções leves até doenças que exigem acompanhamento médico

Automedicação no inverno pode atrasar diagnóstico
Divulgação Hospital Vita

O inverno chegou em Curitiba e, com ele, aumentam os cuidados com as baixas temperaturas, os ambientes mais fechados e a maior circulação de vírus respiratórios. Nesta época do ano, sintomas como tosse, coriza, dor de garganta, febre, dor no corpo, cansaço e congestão nasal se tornam mais frequentes e podem estar associados a diferentes quadros de saúde.

Influenza A, Influenza B, Covid-19, resfriados, sinusites, bronquites, crises alérgicas e outras infecções respiratórias podem apresentar sinais semelhantes, especialmente nos primeiros dias. Essa sobreposição dificulta a identificação correta da doença e pode levar muitas pessoas a iniciarem tratamentos por conta própria, sem avaliação médica.

A capital paranaense entrou em estágio de alerta para doenças respiratórias devido ao aumento de casos e à necessidade de acionar novas medidas do plano de contingência da Secretaria Municipal da Saúde. No Paraná, dados da Secretaria de Estado da Saúde apontam que, nas primeiras 13 semanas de 2026, foram registrados 4.052 casos e 170 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Para Ricardo Benvenutti, vice-diretor clínico do Hospital VITA, o principal risco está em considerar que sintomas conhecidos sempre representam quadros simples. “Muitas doenças começam de forma parecida. Febre, tosse, dor no corpo, coriza e dor de garganta podem ocorrer em infecções leves, mas também em quadros que exigem maior atenção. O fato de a pessoa já ter sentido algo semelhante em outro momento não significa que a causa atual seja a mesma”, explica.

A semelhança entre os sintomas favorece a automedicação, prática comum quando o paciente tenta controlar febre, dor, congestão nasal ou tosse sem saber exatamente qual doença está em evolução. Embora alguns medicamentos possam aliviar temporariamente o desconforto, o uso inadequado pode mascarar sinais de piora e atrasar a procura por atendimento.

“Quando a pessoa usa medicamentos apenas para reduzir sintomas, ela pode ter uma falsa sensação de melhora. Isso não significa, necessariamente, que a infecção está controlada. Em alguns casos, o quadro continua evoluindo, principalmente em crianças pequenas, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e pacientes imunossuprimidos”, complementa o especialista.

Outro ponto de atenção é o uso de antibióticos sem prescrição. Muitos quadros respiratórios comuns no inverno são causados por vírus, e antibióticos não devem ser utilizados sem indicação médica. O uso incorreto pode não tratar a causa do problema, além de contribuir para resistência bacteriana e outros efeitos indesejados.

Entre os sinais que indicam necessidade de avaliação médica estão febre persistente, falta de ar, chiado no peito, piora progressiva dos sintomas, sonolência excessiva, confusão mental em idosos, dor intensa, desidratação ou dificuldade para se alimentar e ingerir líquidos.

A avaliação profissional é importante para identificar a provável causa dos sintomas, orientar o tratamento adequado, indicar exames quando necessário e reduzir o risco de complicações. Em períodos de maior circulação de doenças respiratórias, a atenção deve ser ainda maior com pessoas pertencentes a grupos de risco.

Medidas simples seguem importantes para reduzir a transmissão, como manter a vacinação em dia, higienizar as mãos, evitar contato próximo com pessoas sintomáticas, usar máscara em caso de sintomas respiratórios e manter os ambientes ventilados. Mais do que tratar sinais isolados, o cuidado no inverno deve considerar a evolução do quadro e os riscos individuais de cada paciente.

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Etiquetas:
  • Nacional
  • Saúde e Bem-Estar
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