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  • Por AIs Comunicação e Estratégia
  • 20/02/2026

Entre o exemplo e a educação: o papel dos pais no consumo de álcool

Estudo publicado na Addictive Behaviors aponta a influência direta das atitudes parentais na prevenção ao consumo de álcool e drogas entre adolescentes e revela novo dado relevante sobre o tema.

Entre o exemplo e a educação: o papel dos pais no consumo de álcool
Divulgação UNIFESP

Um estudo brasileiro publicado na revista científica internacional Addictive Behaviors confirma que o comportamento dos pais continua sendo um dos fatores mais importantes na prevenção ao uso de álcool e drogas entre adolescentes e traz um achado adicional relevante: a forma como os pais educam seus filhos pode amenizar significativamente o risco, inclusive em famílias nas quais há consumo de substâncias por pais ou cuidadores. A pesquisa analisou dados de 4.280 adolescentes e seus responsáveis em municípios do interior do estado de São Paulo e mostrou que a maior proteção ocorre quando os pais são abstinentes, mas que o estilo parental pode funcionar como um fator adicional de proteção mesmo quando existe consumo no ambiente familiar.

O artigo integra um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), cujo objetivo é investigar estratégias comunitárias eficazes de prevenção ao uso de álcool por adolescentes em municípios do interior paulista, produzindo evidências científicas capazes de orientar políticas públicas e programas de prevenção baseados em evidências.

Os dados mostram que o padrão de consumo dos pais influencia diretamente o consumo dos filhos. Quando os pais pertenciam ao grupo de abstinentes, 89% dos adolescentes também não usavam nenhuma substância, configurando a associação mais forte observada em toda a análise. Já entre pais com consumo de álcool ou múltiplas drogas, o risco para os filhos aumentava de forma significativa. Porém, a associação entre o consumo de substâncias por pais e filhos não é automática nem inevitável.

Embora o consumo parental aumente o risco de uso de álcool e outras drogas entre adolescentes, uma parcela expressiva desses adolescentes permanece abstinente, sobretudo quando a relação entre pais e filhos é marcada por vínculo, presença, diálogo e regras claras de conduta. Trata-se do chamado estilo parental “autoritativo”, caracterizado pela combinação entre acolhimento e monitoramento. “O que observamos é que o consumo dos pais aumenta o risco de consumo dos filhos. No entanto, quando há uma relação de qualidade entre pais e filhos, esse risco pode ser substancialmente reduzido. Isso não significa que o consumo dos pais deixa de ter impacto. Significa que boas práticas parentais conseguem amortecer esse impacto e proteger os adolescentes”, afirma a professora Zila Sanchez, coordenadora da pesquisa.

O estudo também deixa claro que o álcool continua sendo particularmente sensível ao comportamento dos pais. Mesmo em famílias com boas práticas educativas, o consumo de álcool pelos responsáveis seguiu associado ao consumo de álcool entre adolescentes. Para Sanchez, esse dado reforça a necessidade de cautela com a naturalização do álcool dentro de casa. “O adolescente aprende muito mais pelo que observa do que pelo que escuta. Quando o consumo é frequente e tratado como algo banal, isso se traduz em maior risco, independentemente do vínculo afetivo existente”, diz.

Os pesquisadores destacam que a interpretação correta dos resultados envolve justamente a combinação desses fatores: pais que não consomem substâncias e que mantêm uma relação afetiva, consistente e presente oferecem o nível mais alto de proteção possível. Já em contextos em que há consumo por parte de pais ou cuidadores, investir na qualidade da relação é ainda mais fundamental, pois pode evitar que esse risco se traduza automaticamente em comportamento dos filhos.

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