Na campanha Agosto Dourado, o CREFONO3 destaca a atuação do fonoaudiólogo na promoção de uma alimentação segura para os bebês desde a amamentação
Na campanha Agosto Dourado, o CREFONO3 destaca a atuação do fonoaudiólogo na promoção de uma alimentação segura para os bebês desde a amamentação

O Agosto Dourado mobiliza profissionais de saúde e a sociedade para a promoção, a proteção e o apoio ao aleitamento materno. A campanha também reforça a importância de uma rede de assistência qualificada para acolher mães e bebês e enfrentar dificuldades que podem contribuir para o desmame precoce.
Nesse contexto, o Conselho Regional de Fonoaudiologia da 3ª Região (CREFONO3) destaca a atuação do fonoaudiólogo durante o processo de amamentação. O profissional integra equipes de maternidades, Bancos de Leite Humano, ambulatórios, UTIs Neonatais e serviços da Atenção Primária à Saúde.
Durante o acompanhamento, o fonoaudiólogo avalia as estruturas e as funções orais do bebê, observa a mamada e identifica alterações que possam comprometer a sucção, a deglutição e a respiração. Também orienta sobre pega, posicionamento e estratégias individualizadas, respeitando as condições e as necessidades da mãe e do recém-nascido.
“A amamentação envolve uma coordenação complexa entre sucção, deglutição e respiração. O trabalho é ajudar a identificar dificuldades, orientar a família e construir estratégias que proporcionem segurança e conforto para a mãe e o bebê. Esse suporte pode ser decisivo para a continuidade do aleitamento materno”, explica a fonoaudióloga, Alessandra de Cássia Luquetta CRFa 3-8765, conselheira do CREFONO3.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que a amamentação seja iniciada na primeira hora de vida, mantida de forma exclusiva durante os primeiros seis meses e continuada, com a introdução da alimentação complementar, até os dois anos ou mais. Dados da entidade indicam que, em 2024, 48% das crianças menores de seis meses recebiam exclusivamente leite materno.
A procura por orientação especializada também aparece nos dados do Ministério da Saúde. Em 2023, mais de 37,2 mil lactantes receberam apoio em Bancos de Leite Humano e postos de coleta no Paraná. Em Santa Catarina, aproximadamente 62 mil mães tiveram acesso a atendimento personalizado no mesmo período.
Nos casos de prematuridade, a assistência fonoaudiológica exige atenção especial. Na UTI Neonatal, o profissional avalia as habilidades de alimentação do recém-nascido, acompanha o desenvolvimento da coordenação entre sucção, deglutição e respiração e auxilia na preparação para a alimentação por via oral e, quando houver condições clínicas, para o aleitamento diretamente ao seio materno.
Alessandra ressalta que “ampliar a presença do fonoaudiólogo na assistência materno-infantil representa oferecer às famílias um cuidado acolhedor, integrado e baseado em evidências científicas, contribuindo para a saúde, a alimentação e o desenvolvimento do bebê, e a campanha do CREFONO3 foca em evidenciar a atuação do profissional nesse campo tão especial.
O CREFONO3 reforça que toda mãe deve ter acesso a informação segura, acolhimento e acompanhamento profissional durante a amamentação. Diante de dificuldades na mamada, buscar avaliação especializada pode contribuir para identificar alterações precocemente, fortalecer a confiança da família e tornar esse processo mais seguro e confortável para a mãe e o bebê.
SOBRE O CREFONO3
O Conselho Regional de Fonoaudiologia - 3ª Região (CREFONO 3), atuante no Paraná e em Santa Catarina, constitui, em conjunto com o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), uma autarquia federal. É responsável por zelar pelo cumprimento das leis, normas e atos que norteiam o exercício da fonoaudiologia, a fim de proteger a integridade moral da profissão, dos profissionais e dos usuários diretos.
Ao zelar pelo exercício regular da profissão, o CREFONO3 protege o fonoaudiólogo daqueles que exercem inadequadamente ou ilegalmente a profissão, além de proporcionar melhores condições para que a população tenha um atendimento adequado ao consultar o profissional.