Dra. Adele Vasconcelos, médica intensivista do Hospital Santa Marta, explica como cuidar das crianças neste período de aulas escolares
Dra. Adele Vasconcelos, médica intensivista do Hospital Santa Marta, explica como cuidar das crianças neste período de aulas escolares

Com o início das aulas escolares, aumentam os fatores de risco para a transmissão de doenças infectocontagiosas entre crianças e adolescentes. O ambiente escolar, com grande circulação de pessoas em espaços fechados, favorece a disseminação de vírus respiratórios e gastrointestinais, exigindo atenção redobrada de pais, responsáveis e educadores.
Segundo a Dra. Adele Vasconcelos, médica intensivista do Hospital Santa Marta, “higienizar as mãos com frequência, manter a caderneta de vacinação atualizada e evitar enviar a criança doente para a escola são atitudes fundamentais”. A especialista ressalta ainda que a observação de sinais de alerta, como febre persistente, vômitos, diarreia, falta de ar ou prostração, permite a busca por atendimento médico de forma precoce, reduzindo o risco de complicações.
O alerta tem fundamento. Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2025, a vigilância epidemiológica registrou níveis preocupantes de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil, impulsionados principalmente pelos vírus da influenza e pelo vírus sincicial respiratório.
Doenças como resfriados, gripes, faringites, otites, conjuntivite e gastroenterites tendem a apresentar aumento de casos neste período. Especialistas em saúde infantil destacam que a aglomeração de alunos facilita a transmissão de vírus e bactérias, tornando comuns os surtos dessas infecções no início do ano letivo.
Além disso, o Ministério da Saúde intensificou, em 2025, ações educativas nas escolas para o combate à dengue e a outras arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Em 2024, foram registrados mais de 323 mil casos prováveis de dengue no país, evidenciando a persistência dessa ameaça à saúde pública e a importância da prevenção também no ambiente escolar.
A Dra. Adele Vasconcelos reforça que medidas simples, como incentivar a boa higiene pessoal, manter salas de aula bem ventiladas, atualizar o esquema vacinal e orientar as famílias sobre a necessidade de manter a criança em casa até a recuperação completa, são essenciais para um retorno às aulas mais seguro e saudável para toda a comunidade escolar.