Projeto Chão de Cores traz ao público um acervo visual sensível sobre a comunidade do Beco da Cultura de Taguatinga, apontando reflexões sobre território, memória e direito à cidade
Projeto Chão de Cores traz ao público um acervo visual sensível sobre a comunidade do Beco da Cultura de Taguatinga, apontando reflexões sobre território, memória e direito à cidade

Além do lançamento do fotolivro e da exposição, o Aniversário de 11 anos da Ocupação Mercado Sul Vive - Edição Chão de Cores trará uma extensa programação cultural. O dia começa com oficina de samba mirim para crianças na Casa Kaluanã. Depois, as atrações seguem para o Espaço Okupa, com roda de conversa sobre memória de territórios culturais periféricos e apresentações musicais com Aya Puntare, Bloco da Onça Preta, Sambadeiras de Roda, Maracatu do Boiadeiro Boi Brilhante, MC Garnet, Ramona Jucá e Dj Fraktal.
Fotolivro, exposição e salvaguarda cultural
O projeto Chão de Cores resulta de um processo continuado de mapeamento do acervo visual do Mercado Sul, culminando na criação de obras artísticas e documentações que articulam fotografia, pesquisa, escuta e convivência como estratégia de preservação da memória. Construído por agentes culturais do lugar, o projeto reúne imagens históricas e uma pesquisa que busca contribuir para o reconhecimento do Mercado Sul como Patrimônio Cultural Imaterial de Taguatinga e do Distrito Federal.
Tanto o fotolivro quanto a exposição propõem uma experiência sensível que aproxima o público das camadas íntimas e simbólicas do Beco da Cultura, considerado um dos mais importantes espaços de produção artística, cultura popular periférica e memória coletiva do DF. A pesquisa do projeto incluiu rodas de conversa, mediações e visitas guiadas, catalogação de cerca de 200 imagens históricas, ensaio fotográfico com moradores e agentes culturais locais e uma intervenção artística nos muros do beco, através de pinturas, grafites e lambes.
No fotolivro ‘Mercado Sul: Um Chão de Cores - Memórias do Beco da Cultura de Taguatinga (DF)’ estão reunidas fotografias, textos e registros que narram a trajetória cultural, as transformações e a atuação de diferentes gerações de artistas e moradores do território. A obra também homenageia o fotojornalista Ivaldo Cavalcante, que durante a década de 1970 realizou os primeiros registros fotográficos da cultura viva do local. A publicação, organizada pela percussionista e antropóloga Ana Noronha e pelo fotógrafo e jornalista Webert da Cruz, traz um recorte narrativo onde passado, presente e futuro se atravessam a fim de circular a memória para futuras gerações.
Com curadoria de Webert da Cruz e Rick Paz, a exposição ‘Chão de Cores – Mercado Sul: memória, cultura e movimento’ apresenta narrativas fotográficas de 13 artistas participantes do movimento cultural do Mercado Sul: Angel Luis, Davi Mello, Diana Sofia, Ester Cruz, Ivaldo Cavalcante, Matheus Alves, Nara Oliveira, Raissa de Oliveira, Ramona Jucá, Rick Paz, Thiago S. Araújo, Webert da Cruz e Yuri Barbosa. A mostra apresenta múltiplos olhares sobre as pessoas, práticas culturais e processos comunitários do Mercado Sul. São registros que percorrem diferentes linguagens e identidades culturais, como o teatro popular, artes visuais, cultura ballroom, capoeira, samba, entre outras expressões.
Todas as ações do projeto Chão de Cores são realizadas com recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG-DF), por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (SECEC-DF) e Governo do Distrito Federal.