Em busca de proteção, investidores vão além dos ativos tradicionais de reserva de valor; Mendlowicz destaca disparada de criptomoedas ante instabilidade geopolítica
Em busca de proteção, investidores vão além dos ativos tradicionais de reserva de valor; Mendlowicz destaca disparada de criptomoedas ante instabilidade geopolítica

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, abriu a 81ª assembleia geral da entidade no dia 22 de setembro sinalizando o temor de um conflito em larga escala, com potencial aprofundamento de divisões geopolíticas em decorrência do avanço das guerras.
Segundo o economista Charles Mendlowicz, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, a escalada recente, marcada por ataques com drones e tensões no setor energético, produz efeitos diretos na economia e no bolso dos investidores ao redor do mundo. "Quando geopolítica e setor energético colidem em uma crise, todo mundo sofre os impactos", afirma Mendlowicz ao analisar o avanço dos conflitos e o comprometimento de rotas cruciais de suprimento, como o Estreito de Ormuz.
Com refinarias e oleodutos sob ataque direto, o fantasma de um novo choque do petróleo volta a assombrar o mercado internacional. "O aumento no preço do petróleo dispara uma reação em cadeia em todos os produtos, pois encarece o frete, eleva os custos de produção e gera inflação em alimentos e mercadorias. Esse cenário adverso força os bancos centrais a manterem as taxas de juros elevadas por mais tempo para conter pressões inflacionárias persistentes, frustrando as expectativas de quem aguardava alívio monetário", explica o economista.
Economista alerta para os riscos de inflação prolongada
Mesmo com o conflito parecendo distante geograficamente, o brasileiro sente os reflexos no cotidiano. A alta das commodities energéticas impulsiona os preços dos combustíveis internamente, pressionando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
"A Petrobras, junto com o governo, tenta segurar os preços para evitar repasses totais, mas a inflação projetada para o próximo ano já se mantém em patamares elevados. Com isso, os juros altos permanecem como ferramenta de contenção de preços, encarecendo o crédito e exigindo cautela redobrada no gerenciamento de despesas familiares e corporativas", pontua Mendlowicz.
Diante do risco de desabastecimento e do encarecimento global no preço dos combustíveis, o economista destaca que a falta de proteção em infraestruturas estratégicas locais, como plataformas de petróleo, expõe vulnerabilidades que os países emergentes precisam solucionar com urgência, redirecionando orçamentos para onde realmente importa.
Proteção de patrimônio: investidores buscam ‘refúgios’
Em meio a tanta volatilidade macroeconômica, os investidores buscam ‘refúgios seguros’ para blindar seus portfólios contra a desvalorização cambial e a alta de preços. Ativos tradicionais de reserva de valor ganham destaque, mas as criptomoedas e ativos digitais também surpreendem pela resiliência, como explica o Economista Sincero.
"O Bitcoin subiu de forma expressiva nos últimos dias, mesmo em um cenário de juros ainda restritivos nos Estados Unidos, demonstrando que a incerteza geopolítica atrai capital para ativos descentralizados", destaca Mendlowicz.
O sócio da Ticker Wealth conclui que o momento exige planejamento estratégico e diversificação inteligente, permitindo que o investidor proteja seu capital antes que novos desdobramentos globais intensifiquem a corrida por ativos de proteção.
Sobre o Economista Sincero
Charles Mendlowicz é um dos principais nomes do mercado financeiro brasileiro, com 30 anos de experiência e um histórico de sucesso no mercado financeiro e no varejo. É sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth, onde lidera a estratégia de expansão, e autor do best-seller "18 princípios para você evoluir" e da recém-lançada obra “As 18 leis do dinheiro”. Reconhecido pela abordagem direta e transparente, consagrou-se como uma referência no mercado: foi eleito quatro vezes o melhor influenciador de investimentos pela ANBIMA e apontado como uma das 30 principais vozes de Finanças e Economia do país pelo Estudo Pulso 2026/2027 da FSB Holding.