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  • Por AIS Comunicação e Estratégia
  • 16/08/2026

Robótica e cultura maker transformam aprendizado de crianças

Robótica e cultura maker transformam aprendizado de crianças nas Oficinas de Férias do SUPERA Educa Atividades práticas com alunos de 6 a 12 anos combinam tecnologia, resolução de problemas e trabalho em equipe, fortalecendo a educação empreendedora e o ecossistema de inovação regional

Robótica e cultura maker transformam aprendizado de crianças
Divulgação SUPERA PARQUE

O SUPERA Parque de Inovação e Tecnologia realizou, de 20 a 24 de julho, as Oficinas de Férias de Robótica do Programa SUPERAM Educa. Oferecidas nos turnos da manhã e da tarde para crianças de 6 a 12 anos, as atividades reuniram robótica educacional, cultura maker, inovação e empreendedorismo em propostas práticas, colaborativas e desafiadoras. O SUPERA Educa é uma iniciativa voltada a promover novos espaços de aprendizado e apoiar a educação empreendedora, buscando capacitar a próxima geração de inovadores por meio de cursos que variam de workshops introdutórios a imersões completas.

Ao longo de cinco dias, o aprendizado baseado no conceito de aprender fazendo permitiu que os participantes desenvolvessem competências de forma aplicada. Saulo de Souza Rodrigues, Gerente de Fomento e Negócios do SUPERA Parque, destaca a metodologia do programa. "A cultura maker propõe que as crianças aprendam fazendo, testando e errando, e foi exatamente esse processo que vimos ao longo da semana no SUPERA Educa", afirma.

Um dos exemplos desse percurso ocorreu no encerramento das atividades. "Um dos grupos queria fazer as pessoas 'viajarem' para outra época, mas inicialmente não sabia como transformar essa ideia em algo viável. Depois de muita conversa e negociação entre os colegas, chegaram a uma proposta concreta: uma 'máquina do tempo' que usaria realidade virtual para permitir que o usuário vivenciasse momentos históricos de forma imersiva. Esse caminho, da ideia abstrata ao protótipo funcional, é a essência da criatividade aplicada que a cultura maker estimula", ressalta Rodrigues.

O trabalho em equipe também esteve no centro da experiência, com a alternância dos grupos ao longo dos dias. De acordo com o gerente de Fomento e Negócios, o componente prático da robótica reforçou esse aprendizado. "Durante a montagem de um dos carrinhos robóticos, um grupo inverteu a polaridade dos motores por engano, fazendo o carrinho girar sobre o próprio eixo em vez de andar para frente. Em vez de frustração, o 'erro' virou curiosidade: as crianças investigaram juntas o porquê, entenderam o funcionamento da polaridade elétrica e corrigiram a montagem. É um exemplo perfeito de como a cultura maker transforma erro em aprendizado coletivo", relata.

A resposta aos desafios práticos resultou em evolução comportamental e ganho de confiança. "Crianças que chegaram tímidas no primeiro encontro terminaram a semana com muito mais confiança e autonomia", aponta Rodrigues, citando que o engajamento mobilizou as famílias a buscarem a continuidade dos projetos em casa.

Do ponto de vista estratégico, o investimento na infância compõe uma visão de longo prazo para o desenvolvimento individual e para o fortalecimento da economia do conhecimento. Marco Ventura, Pesquisador do SUPERA Educa, explica a relevância da iniciativa. "Investir na educação empreendedora, de criança de 6 a 12 anos, é uma estratégia de longo prazo que fortalece tanto o desenvolvimento individual quanto o ecossistema de inovação de Ribeirão Preto. Para o Supera Parque, esse investimento vai além de formação de futuros empresários. Trata-se desenvolver competências essenciais para a sociedade, principalmente para a economia do conhecimento", analisa.

O pesquisador destaca que empreender abrange atitudes que vão além do ambiente corporativo. "Empreender não significa apenas abrir empresas, significa identificar oportunidades, propor soluções, experimentar, aprender com erros e gerar impacto positivo. Quando essas atitudes são estimuladas na infância, tornam-se parte da memória como o indivíduo enfrenta desafios ao longo da sua vida. O próprio programa tem como propósito cultivar essa mentalidade inovadora e empreendedora em crianças, jovens e adultos", destaca Ventura.

A iniciativa visa também promover a democratização do conhecimento técnico e a formação de capital humano qualificado. "Ao levar oficinas de empreendedorismo, de robótica e cultura maker para estudantes de diferentes contextos sociais e econômicos, especialmente da rede pública, o SUPERA amplia o acesso a conhecimentos e experiências que muitas crianças dificilmente teriam. Isso contribui para reduzir desigualdades e ampliar perspectivas profissionais e educacionais", pontua Ventura.

O pesquisador conclui reforçando o alcance da proposta para a região. Segundo ele, investir na criação, nesse modelo de educação empreendedora de crianças, significa investir no futuro da educação, “fortalecendo as competências humanas, ampliando oportunidades educacionais e criando condições para que Ribeirão Preto continue se consolidando como um dos principais polos brasileiros de ciência, de tecnologia e de empreendedorismo".

Sobre o SUPERA Parque

O SUPERA Parque, fruto de um convênio entre a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto e a Universidade de São Paulo, possui ao todo 94 empresas instaladas, sendo 59 delas na SUPERA Incubadora de Empresas de Base Tecnológica e 35 empreendimentos distribuídos entre centros empresariais e loteamento. O Parque Tecnológico está em expansão com a urbanização de novos lotes para instalação de empresas e a construção do Health to Business Center, prédio fruto de parceria com a FINEP e que contará com laboratórios compartilhados, espaços corporativos e auditório. Outras informações sobre o Parque Tecnológico estão disponíveis no site: http://superaparque.com.br/.

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