Encontro reuniu startups e dermatologista para debater respaldo técnico, personalização e validação de soluções para o setor
Encontro reuniu startups e dermatologista para debater respaldo técnico, personalização e validação de soluções para o setor

Embalagens atrativas, promessa de novos ingredientes e novas tecnologias das marcas não sustentam mais a inovação do mercado de cosméticos. O avanço das skins techs tem colocado o novo desafio para as empresas de base tecnológica de transformar novas ideias em soluções com aderência e credibilidade diante de um público mais informado sobre o cuidado com a pele.
Foi a partir dessa provocação que o SUPERA Parque realizou, no dia 11 de junho, na Arena de Eventos, o SUPERA Talks “Skin Tech: Inovação, Dermatologia e o Novo Mercado de Cosméticos". A discussão partiu de uma mudança que vem redesenhando o setor, como a aproximação entre cosméticos, saúde, ciência de dados, inteligência artificial, biotecnologia e personalização.
“O consumidor deixou de buscar apenas estética superficial e passou a valorizar produtos com maior respaldo técnico, o que aproximou a indústria cosmética da dermatologia e da medicina. É esse movimento que torna o tema estratégico para startups de base tecnológica,” afirma Maria Angélica Luqueze, pesquisadora em parcerias estratégicas do SUPERA Parque.
O encontro reuniu as startups Narcissus Pesquisa Clínica e Biotecnologia Ltda., Yosen, Obykaa e In Situ em um bate-papo mediado pela dermatologista Dra. Mariangela Resende, especialista com atuação em dermatologia clínica, cirurgia e estética.
Com palestra da Dra. Mariangela Resende, referência no segmento, o SUPERA Parque promoveu maior contato entre as empresas e o olhar clínico sobre o consumidor real. A médica com residência em Dermatologia Clínica, Cirurgia e Estética e título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, participou em Abril do Aesthetic & Anti-Aging Medicine World Congress 2026, em Mônaco, um evento internacional de referência na área de medicina estética e anti-aging e tem contribuído para os debates do tema.
O SUPERA Talks buscou provocar as startups a questionarem seus próprios processos de validação. Quantas conversas com dermatologistas ou consumidores reais foram feitas antes da construção da solução? Que tipo de evidência sustenta a promessa do produto? A tecnologia responde a uma necessidade concreta ou acompanha uma tendência de mercado?
“A proposta do SUPERA Talks é criar um espaço de troca qualificada, em que startups possam olhar para seus produtos não apenas pela inovação que oferecem, mas pela capacidade de responder a uma demanda concreta do mercado", discorre Maria Angélica Luqueze.
A personalização foi outro ponto central do debate. O uso de inteligência artificial, sensores de pele e informações sobre estilo de vida tem ampliado as possibilidades de desenvolvimento de soluções mais direcionadas, ao mesmo tempo, exigindo das empresas uma leitura mais rigorosa.
Para o SUPERA Parque, o encontro reforça a proposta do SUPERA Talks como um espaço de conexão qualificada entre startups, especialistas e diferentes setores do mercado. A iniciativa busca aproximar empresas de base tecnológica de discussões que ajudem a ampliar a leitura sobre tendências, contribuindo para o amadurecimento de soluções com maior aderência às demandas reais da sociedade.
Sobre o SUPERA Parque
O SUPERA Parque, fruto de um convênio entre a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto e a Universidade de São Paulo, possui ao todo 94 empresas instaladas, sendo 59 delas na SUPERA Incubadora de Empresas de Base Tecnológica e 35 empreendimentos distribuídos entre centros empresariais e loteamento. O Parque Tecnológico está em expansão com a urbanização de novos lotes para instalação de empresas e a construção do Health to Business Center, prédio fruto de parceria com a FINEP e que contará com laboratórios compartilhados, espaços corporativos e auditório. Outras informações sobre o Parque Tecnológico estão disponíveis no site: http://superaparque.com.br/.