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  • Por AIs Comunicação e Estratégia
  • 28/04/2026

Uso excessivo de telas impacta desenvolvimento da comunicação

Diretrizes do Ministério da Saúde e da OMS indicam limites rigorosos para crianças; especialistas apontam efeitos sobre linguagem, atenção e interação

Uso excessivo de telas impacta desenvolvimento da comunicação
Divulgação CREFONO3

O uso de telas por crianças e adolescentes tem se consolidado como uma preocupação crescente para a saúde pública. Diretrizes recentes do Ministério da Saúde reforçam a necessidade de limitar o tempo de exposição, especialmente nos primeiros anos de vida, período crítico para o desenvolvimento cognitivo e da comunicação.

A recomendação é que crianças menores de 2 anos não sejam expostas a telas e que, entre 2 e 5 anos, o uso seja limitado a no máximo uma hora por dia, sempre com acompanhamento de adultos. A orientação também estabelece limites progressivos para outras faixas etárias, com foco na proteção do desenvolvimento infantil.

O documento integra o guia nacional “Crianças, Adolescentes e Telas”, elaborado com base em evidências científicas e voltado à prevenção de impactos na saúde física, mental e no desenvolvimento.

No cenário internacional, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também estabelece limites rigorosos. A entidade recomenda que crianças de até 5 anos não ultrapassem 60 minutos diários em atividades sedentárias diante de telas, além de contraindicar o uso para bebês. A orientação enfatiza a substituição do tempo de tela por atividades interativas, como leitura, brincadeiras e interação com cuidadores.

Embora as recomendações sejam claras, o avanço do uso de dispositivos digitais tem ampliado a exposição precoce e prolongada, o que levanta preocupações sobre impactos no desenvolvimento de habilidades essenciais, especialmente aquelas relacionadas à comunicação.

Especialista no assunto, o fonoaudiólogo e sanitarista, Geovane Kubiaki Babireski, M.Sc, CRFa 3-11547, reforça que a questão ultrapassa o tempo de uso e está diretamente ligada à qualidade dos estímulos recebidos pelas crianças. Isso porque o desenvolvimento da linguagem depende de interação ativa, troca e resposta, elementos que não são plenamente substituídos por conteúdos digitais.

Na prática, os efeitos observados atingem áreas centrais da comunicação, como linguagem oral (fala e compreensão), processamento auditivo, habilidades comunicativas sociais, além de funções cognitivas como atenção e escuta ativa. A redução de interações presenciais e dialógicas compromete experiências fundamentais para a construção da linguagem, especialmente na primeira infância.

“A linguagem se desenvolve na relação. Quando há substituição da interação por estímulos passivos, como o consumo de telas, esse processo pode ser impactado”, aponta Geovane Kubiaki.

O cenário tem reflexo direto na prática clínica, com aumento da procura por avaliação e acompanhamento fonoaudiológico em casos de atraso de fala, dificuldades de compreensão e limitações na interação social. A atuação do fonoaudiólogo envolve não apenas a reabilitação dessas funções, mas também a orientação preventiva a famílias e educadores sobre o uso adequado de tecnologias.

Entre os principais sinais de alerta estão atraso na fala, dificuldade de compreensão, baixa interação verbal, desatenção frequente e dificuldade de escuta. A identificação precoce desses indicadores é considerada fundamental para reduzir impactos no desenvolvimento e favorecer melhores resultados terapêuticos.

Diante do avanço das tecnologias digitais, as diretrizes de saúde e a atuação clínica convergem para um mesmo ponto: o equilíbrio no uso de telas e a valorização da interação humana são fatores essenciais para o desenvolvimento da comunicação.

SOBRE O CREFONO3

O Conselho Regional de Fonoaudiologia - 3ª Região (CREFONO 3), atuante no Paraná e em Santa Catarina, constitui, em conjunto com o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), uma autarquia federal. É responsável por zelar pelo cumprimento das leis, normas e atos que norteiam o exercício da fonoaudiologia, a fim de proteger a integridade moral da profissão, dos profissionais e dos usuários diretos.

Ao zelar pelo exercício regular da profissão, o CREFONO3 protege o fonoaudiólogo daqueles que exercem inadequadamente ou ilegalmente a profissão, além de proporcionar melhores condições para que a população tenha um atendimento adequado ao consultar o profissional.

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