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  • Por DezoitoCom PR
  • 10/06/2026

Venda Direta em família: o negócio que une e fortalece gerações

Mães que optaram pela autonomia encontraram no setor não só renda, mas tempo de qualidade e ainda inspiraram filhos a empreender

Venda Direta em família: o negócio que une e fortalece gerações
Foto: Freepik

O Dia das Mães é uma das datas mais importantes do calendário comercial brasileiro, mas para muitas mulheres do setor de vendas diretas, ele representa algo além de uma oportunidade de vendas: é o símbolo de uma escolha: a de estar presente. De buscar as filhas na escola. De acompanhar os primeiros passos. De não precisar pedir licença para ninguém para participar dos momentos que não voltam. Para essas mulheres, empreender não foi apenas uma decisão financeira. Foi uma decisão de vida.

As mulheres representam 60% dos empreendedores do setor de vendas diretas no Brasil, milhões de pessoas que encontraram no modelo uma forma de gerar renda sem abrir mão da maternidade. Sem horário fixo e sem investimento inicial obrigatório, a venda direta oferece a flexibilidade que o mercado de trabalho tradicional raramente entrega e que muitas mães precisavam.

"A venda direta é, historicamente, um setor construído por mulheres. Não é coincidência: o modelo oferece autonomia real, sem abrir mão da renda. Essas mães não precisaram escolher entre empreender e estar presentes. Elas conquistaram os dois, e isso é o que o setor torna possível todos os dias", afirma Adriana Colloca, presidente da ABEVD.

Histórias que inspiram

É o caso de Ana Lima, 60 anos, distribuidora independente Herbalife há 24 anos. Advogada e sócia dos pais em uma rede de panificação em São Paulo, ela vivia uma rotina de trabalho intensa, sem tempo para os filhos. A virada veio ao perceber que o pai, comerciante dedicado a vida toda, chegou aos 65 anos sem ter podido aproveitar o que havia construído. "Quando percebi que meus filhos estavam seguindo os mesmos passos, já que não tínhamos tempo para passear e estarmos juntos, aquilo me machucava muito", conta Ana.

A decisão de migrar para a venda direta transformou não só a rotina de Ana, mas a da família inteira. Hoje, seus dois filhos também são distribuidores independentes Herbalife: Marília, 39 anos, atua de forma online; Felipe, 37, concilia a atividade na Alemanha com outro trabalho. "Antes de empreender, não tínhamos tempo sequer de pegar o carro e ir para o litoral de São Paulo. Hoje, viajo para a Europa todo ano para encontrar meu filho e as netas", diz.

A trajetória de Lúcia Costa, distribuidora autorizada Royal Prestige®, reflete outro ângulo do mesmo fenômeno: o crescimento profissional que acontece junto com a maternidade. Com o tempo, o filho entrou no negócio e a operação ganhou escala e estrutura. "A flexibilidade sempre me permitiu adaptar o ritmo conforme as fases da vida, mantendo produtividade e presença. É um modelo que respeita a realidade de quem empreende e tem família", afirma Lúcia.

Para Flávia Alexandra Borges, consultora Hinode no nível Pérola e mãe de filhas pequenas, o valor da autonomia se mede nos detalhes do cotidiano. "A introdução alimentar, os primeiros passinhos, o início na escola, participar de apresentações, almoçar juntos num dia comum... são momentos que ouço relatos de mães dizendo, tristes, que perderam. São nesses detalhes que percebemos o verdadeiro valor do tempo e da liberdade", reflete.

O exemplo que essas mulheres transmitem aos filhos também é parte da história. Para Flávia, mais do que um negócio, o que está em jogo é uma visão de mundo: "Espero mostrar que uma mulher pode ser forte, amorosa, presente e realizada ao mesmo tempo. Quero que elas aprendam o valor do trabalho digno, da disciplina e da coragem para sonhar grande."

Ana, Lúcia e Flávia têm histórias diferentes, mas compartilham a mesma virada: o momento em que perceberam que não precisavam escolher entre ser mãe e ser empreendedora. Para a ABEVD, elas não são exceção. São o retrato de um setor onde 60% dos empreendedores são mulheres e onde a autonomia não é um benefício: é a regra.

"Quando falamos em protagonismo feminino, a venda direta está na linha de frente. São mulheres que constroem negócios reais, com impacto real na vida das suas famílias e comunidades. E que provam, todos os dias, que presença e prosperidade podem andar juntas", afirma Adriana Colloca, presidente da ABEVD.

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